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iPhone XI: o que já se sabe e o que esperar

19/02/2019

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iPhone XI: o que já se sabe e o que esperar

A Apple prepara a todo o vapor a apresentação dos seus novos flagships para 2019, os iPhone XI, XI Max e XR II. Os rumores são já mais que muitos, e neste artigo, preparámos um apanhado não só do que se sabe, como o que esperar.

Sem qualquer dúvida, os maiores hypes geram-se normalmente quando ocorrem mudanças no design dos iPhones, que normalmente bate certo com a mudança na numeração dos modelos (de notar a excepção à regra com os iPhones 7 e 8…) E este ano, a expectativa é grande – e arriscaria que é uma das maiores!

Após os acontecimentos do final do ano de 2018, em que a Apple viu o seu filho prodígio não atender às vendas inicialmente previstas, imagina-se que a Maçã tenha, pelo menos, repensado as atitudes que a levaram ao “fracasso”, criando uma pequena faísca de esperança nos corações dos seus clientes, de que algo mudará.

Chamando-se iPhone 11 ou iPhone XI, esperamos mudanças substanciais no que realmente importa, que irei enumerar ponto a ponto, numa tentativa de mostrar aquilo que já foi dito e aquilo que é especulação em torno dos novos topos de gama da empresa de Cupertino.

Processador A13 – Não há limites para o desempenho!

Todos os anos, a Apple apresenta um novo processador para um novo modelo de iPhone. Para o ano de 2019, é certo que a empresa apresente o chip A13 (Bionic?). Como já veiculado, a responsabilidade pela fabricação dos chips será da exclusiva responsabilidade da empresa TSMC. Espera-se que a fabricante continue a utilizar um processo de 7 nanómetros, desta vez, aprimorados por uma tecnologia ultravioleta extrema (EUV).

Assim como aconteceu com as outras duas gerações de processadores, a Apple deve dar ao motor neural a maior parte do novo A13. Essa é a parte do chip especializada no processamento de machine learning e nos algoritmos de inteligência artificial (IA) que, cada vez mais, influenciam em tudo o que a Apple faz. Uma grande parte da Siri, da aplicação da câmara, Fotos, Realidade Aumentada e muito mais. Os desenvolvedores podem usar o CoreML para direcionar o Mecanismo Neural e executar o seu próprio código de machine learning mais rapidamente.

Aqui acho que todos concordaremos, a Apple fará de tudo para continuar a produzir os smartphones mais poderosos do mercado!

Melhorias no acabamento dos aparelhos

Os iPhones topo de gama atuais reúnem o que há de mais premium (segundo a Apple), seja o seu acabamento em aço inoxidável (modelos XS) e vidros melhor reforçados, seja pelo conjunto de câmaras, seja pela certificação IP68 ou pelas belas e hipnotizantes telas OLED (a meu ver, perfeitamente calibradas pela maçã).

Segundo a publicação DroidShout, os modelos sucessores dos XS e XS Max poderão ser fabricados com revestimento especial, para melhor aderência e resistência a riscos, que também acompanhará os novos AirPods 2.

“Embora o notch não desapareça este ano, os iPhones de 2019 provavelmente terão um revestimento polido para ajudar a melhorar a aderência, bem como a resistência a arranhões.”

Três câmaras no modelo Max?

 

Ano após ano, a Apple tem vindo a melhor as câmaras dos seus smartphones. Essa melhoria pode vir tanto através de hardware, como de software. Até ao lançamento do Google Pixel 3, com o seu inovador modo Visão Noturna, a Apple era imbatível quando se falava de captura de imagens. Apesar de (quase) sempre capturar imagens estouradas e com o contraste exagerado, as gerações do ano passado dos smartphones produzidos pelo Google surpreenderam positivamente o público no que se refere às câmaras.

Apesar da Apple capturar imagens que condizem mais com o mundo real, é hora de se fazer mais do que apenas melhorar o processamento de imagens. Eu, particularmente, não vejo a necessidade da inclusão de uma terceira lente, por mais que isso permita algumas novas opções interessantes de fotografia computacional, além de dar aos utilizadores do iPhone uma outra maneira de tirar fotos. Imagino que exista uma outra alternativa do que criar mais um motivo para o público falar mal.

Sobre isso, eu até concordaria com a inclusão de uma nova câmara, contanto que o atual design das câmeras fosse mantido, não comprometendo o design dos aparelhos.

Módulo TrueDepth de 2ª geração e notch reduzido

 

Apesar do notch na parte frontal dos iPhones (X e superior) nunca ter me incomodado, há o rumor de que ele poderá ficar menor nos modelos de 2019. Além disto parecer uma resposta aos novos ecrãs Infinity-O da Samsung, seria o apelo visual da Maçã para que, assim que o público colocar os olhos nos iPhones, percebam que se trata de um novo e mais atual modelo.

Um novo conjunto de câmaras TrueDepth seria muito bem-vindo, e é o mais provável tendo em conta que se isto acontecer, a Apple terá de mexer e bem nos sensores.

Imaginem o que seria, com a reformulação do modulo TrueDepth, a Apple conseguir melhorar significativamente as leituras do rosto mas, principalmente, permitir a autenticação com o iPhone em qualquer orientação, (como acontece nos novos iPad Pro) além de um ângulo de visão melhorado.

USB-C e carregador rápido?

Até o início da escrita deste artigo, este era um dos tópicos mais interessantes que eu iria cobrir. A inclusão de um carregador na caixa que fosse capaz de utilizar o carregamento rápido dos iPhones (o que, a meu ver, é obrigação da Apple) e a adesão ao tão aguardado USB-C aos telefones da gigante de Cupertino.

Mas, como já tratado pelo All Things Apple, em referência ao artigo publicado pelo site Macotakara, os aparelhos não devem afinal vir acompanhados da entrada USB-C e parece que permanecerão com o conector Lightning, como já de costume. A segunda informação trazida pelo site japonês, e mais chocante, é de que, aparentemente, a Apple irá manter os carregadores lentos de 5W nos iPhones de 2019.

E até que que parece bem credível esta informação,  sabendo nós como é a Apple… Mas acho incompreensível para a mente humana o facto de isso se repetir. Seria bem melhor a Apple não promover o carregamento rápido. Porque se a experiência não está disponível logo de caixa… É quase como enganar o cliente!

Melhor bateria

Continuando o desabafo… Vejo como uma afronta aos compradores dos modelos premium, um iPhone mais barato, como o XR, com uma bateria melhor que o XS Max. Por mais que seja justificável, uma vez que o consumo de bateria é maior em aparelhos com ecrã OLED de alta resolução, a Apple poderia acrescentar alguns poucos milímetros (como no irmão mais barato, XR) a fim de promover uma melhor autonomia. Essa opção poderia, inclusive, devolver a uniformidade da parte de trás do aparelho, “escondendo” novamente as câmeras e entregando um design nivelado. Já era altura de acabar com a protuberância na câmara!!!

iOS 13 – A experiência de utilização num novo patamar

Como escrito neste artigo, o iOS tem a capacidade de transformar um aparelho antigo em algo novo.
Para este ano, não só nos iPhones de 2019 como em todos os outros que irão suportar o software da Maçã, é aguardado o maior update de sempre! Fala-se que a Apple vai elevar a usabilidade dos seus equipamentos, com uma reformulação do ecrã principal e dando real função aos ecrãs OLED, com a implementação de um Dark Mode. Um Always on Display era também excelente, mas tenho a sensação que pedir isso pode já ser demasiado… Já me contentava com aqueles dois pontos para o iPhone.

Um exemplo belíssimo, é o conceito abaixo, que utiliza o Dark mode e o Always on display em conjunto, não sacrificando a bateria. Além do modo complicações, que traria as ideias do Apple Watch para o iPhone, fazendo com que as notificações fossem menos intrusivas.

Redução de preços?

Em um matéria recente, o site Business Insider, trouxe informações do analista Bernstein Toni Sacconaghi, em que destaca que o ciclo de troca dos iPhones está mais longo que nunca, com um período médio de 4 anos. Em comparação, no ano de 2016, essa média era de dois anos; em 2018, de três.

Esse ciclo, além de ter como motivo as novas tecnologias implementadas pela Maçã, traz consigo os altos valores adoptados pela empresa ultimamente, que atingiu a demasiado alta fasquia de 1.679,00 € (para o iPhone XS Max de 512GB).

É difícil entender se esta estratégia da Apple é para cobrir este novo ciclo ou se advém pura e simplesmente de lucro. Apesar do iPhone ser a sua galinha dos ovos de ouro, a Apple tem visto a receita de seus serviços (App Store, Apple Music, iCloud, etc) crescer vertiginosamente. Entretanto, pensando logicamente, quanto menos iPhones estiverem a ser adquiridos, menos desses serviços serão utilizados.

Desta maneira, é quase que obrigação da empresa mostrar aos utilizadores (e principalmente aos investidores) de que pensa a longo prazo, sendo plenamente capaz de reduzir os valores dos aparelhos que, caso contrário, repetirá uma estratégia que deu muito errado.

Em todo caso, todas as especulações, rumos e decisões que a empresa irá tomar e novas estratégias adotadas estão ainda para serem divulgadas e virão a público com o lançamento dos novos hardwares e nós, como consumidores, esperamos que essa batalha interna da Apple seja travada a nosso favor.